
A palavra estética deriva do grego “aisthesis”, significando a faculdade de sentir ou a compreensão dos sentidos, ou ainda a percepção totalizante da simetria. Neste sentido, a estética é o ramo da filosofia que se ocupa da interpretação simbólica do mundo, simultaneamente é uma ciência autônoma que tem por objeto o juízo de apreciação que distingue o belo e o feio.
No entanto, a área é ainda mais ampla, pois possui subdivisões, como a estética teórica, a qual procura características comuns na percepção do objeto, o que o torna, por exemplo, universalmente agradável.
A estética estuda também a arte, estabelecendo uma critica a estrutura e construção do objeto, dentro do âmbito da estética prática ou particular.
Pensando assim, podemos afirmar que a estética discuti o gosto, um conceito ligado ao julgamento dos objetos pela sensibilidade, conhecimento e reconhecimento.
Concepções categorizadas pelo senso comum como preferência, mas que depende de valores, contextos, momentos históricos; estando subordinada igualmente à política e ideologia.
O gosto, por sua vez, remete a questão da definição de belo, uma discussão filosófica que se arrasta desde a antiguidade.
O Belo e o Feio
A questão da beleza, embora envolva uma grande relatividade, com respostas diferentes para cada individuo, instigou os filósofos ao longo da história, fundando algumas tradições que influenciaram a conceituação em torno do belo até hoje.
Segundo a corrente platônica, o belo existiria em si, a partir de uma essência ideal, objetiva, independente do gosto.
Esta tendência compôs o ideal universal de beleza, dominando a arte da antiguidade até o século XVII.
Em oposição, no século XVII, os empiristas originaram outra tradição, o belo tornou-se relativo, subjetivo, circunscrito ao gosto de cada um, a maneira como cada sujeito percebe o objeto.
O que criou uma oposição que seria resolvida parcialmente por Kant, no século XVIII, para quem a objetividade está no objeto e a subjetividade no sujeito.
Portanto, o belo existe em si, no objeto, mas nem sempre é percebido por aquele que não foi educado para apreciar a beleza, tal como um critico de arte.

No século XIX, Hegel introduziu o contexto histórico na concepção de beleza, para o qual o “devir” (as mudanças) se refletem no gosto. Este, por sua vez, sofre a interferência da cultura, construindo uma visão de mundo.
A partir destas tradições, uma concepção diferente surgiu no século XX, vinculada a fenomenologia, principalmente aplicada à arte, quando o belo passou a ser aquilo que possui significado, independente de sua correspondência com a realidade.
O belo é mensurado pela sensibilidade, o que, contemporaneamente, remete a psicologia, ciência que atribui à beleza uma resposta narcisista ao que gostamos ou gostaríamos de ver em nós mesmos. Porém, uma resposta mais filosófica diria que apreciamos o que se idêntica com nossa visão particular de mundo.
Definição que atende a questão do belo em linhas gerais, mas que não responde porque consideramos determinado objeto que não é belo como arte.